Um jovem de 20 anos escapou ileso de um atentado a tiros no início da madrugada desta quarta-feira (11) em Sonora, a 347 km de Campo Grande. O crime, motivado por suposta ameaça ao PCC (Primeiro Comando da Capital), não se concretizou porque a arma do criminoso falhou duas vezes.
Segundo a Polícia Militar, o atentado ocorreu em uma empresa de calhas. O proprietário relatou que estava na rua trabalhando enquanto seus três funcionários permaneciam dentro do estabelecimento. Um suspeito se aproximou da porta, sacou uma pistola e tentou atirar nos funcionários, mas a arma não disparou. Ele tentou novamente, mas a pistola voltou a falhar. Em seguida, o criminoso fugiu em uma motocicleta vermelha com um comparsa.
O crime foi registrado por câmeras de segurança, que mostraram o momento em que a motocicleta passou pelo local, retornou e parou na esquina antes do passageiro descer para cometer a ação.
Durante as investigações, a polícia descobriu que a motocicleta havia sido vista saindo da casa de um rapaz recentemente alvo de um atentado motivado pelo conflito entre CV (Comando Vermelho) e PCC. Dois suspeitos teriam saído de Coxim com a intenção de matar o trabalhador, alegadamente por ele integrar o Comando Vermelho e ameaçar membros do PCC em Sonora.
A polícia também constatou que a dupla recebeu abrigo e alimentação na residência onde a motocicleta foi localizada. Após a tentativa de assassinato, eles retornaram a Coxim com o veículo e a arma. Três suspeitos envolvidos foram encaminhados à delegacia.
O caso tem ligação com outro episódio no fim de semana: no sábado (7), dois homens em uma motocicleta tentaram matar um faccionado do Comando Vermelho em uma lanchonete, mas a moto apresentou problemas mecânicos, impedindo o crime.
Um dos envolvidos na tentativa desta quarta-feira havia sido recrutado para o PCC por estar em busca de novos integrantes. A Polícia Civil de Coxim localizou posteriormente o autor da tentativa de homicídio, que estava com a motocicleta usada no crime, e ele foi reconhecido pelos comparsas.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil.



