SEL reprova empresa em pregão da Lotesul e convoca nova sessão para sexta-feira

A Secretaria-Executiva de Licitações (SEL) reprovou a proposta da empresa Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda. (CNPJ 57.125.241/0001-84) no pregão eletrônico destinado à administração da Lotesul, a Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul. O resultado foi publicado na edição desta quarta-feira (11) do Diário Oficial Eletrônico de MS (DOE-MS).

Três servidores estaduais participaram da prova de conceito e concluíram que a empresa não atendeu a item do edital que exige do licitante o fornecimento de “todas as licenças de software, a infraestrutura tecnológica necessária e os recursos de hardware e conectividade”.

Durante a avaliação, os representantes da Lottopro foram questionados sobre o cofre eletrônico — plataforma por meio da qual o Estado receberia parte dos lucros da loteria. A empresa informou que ainda não dispõe da funcionalidade, mas que poderia implementá-la. Diante disso, a comissão decidiu pela reprovação da proposta ao fim da sessão.

Com a desclassificação, a SEL convocou nova rodada do pregão eletrônico para sexta-feira (13), às 9h30, no horário de Mato Grosso do Sul.

Licitação já foi suspensa duas vezes

O processo licitatório da Lotesul já foi suspenso em duas ocasiões. A última interrupção ocorreu em 15 de dezembro do ano passado, por decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), dias após a divulgação de que a família Razuk, de Dourados, teria criado uma empresa de fachada para viabilizar a participação de uma organização criminosa na concorrência.

De acordo com investigações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Roberto Razuk, apontado como patriarca da família, e o deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, seriam considerados “chefes da organização” e estariam “perseguindo a licitação milionária”.

Documento da investigação menciona, inclusive, questionamentos judiciais relacionados ao certame, “tendo Roberto arcado pessoalmente com as custas do processo em março do corrente ano”.

À época da suspensão, o governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que a licitação seria conduzida da “maneira mais aberta possível”.

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