Redução no preço da gasolina ainda não chega ao bolso dos consumidores em Campo Grande

Apesar do anúncio de queda de 5,2% no preço da gasolina nas refinarias, os motoristas de Campo Grande ainda não sentem o impacto nas bombas. A redução, promovida pela Petrobras no dia 27 de janeiro, fez o litro passar de R$ 2,71 para R$ 2,57, representando R$ 0,14 a menos por litro.

A reportagem percorreu diversos postos da cidade e constatou que a gasolina segue sendo vendida entre R$ 5,78 e R$ 5,99. O etanol varia entre R$ 4,07 e R$ 4,29.

Motoristas ouvidos relatam que a queda não se reflete no orçamento. Thiago Nunes, 39 anos, que usa o carro diariamente para trabalhar, afirmou:

“Uso o carro com frequência. Não senti diferença no preço, parece que aumentou mais até”.

O professor Eduardo Augusto, 43 anos, concorda que qualquer variação impacta o bolso, mas diz que o efeito da redução é mínimo:

“O que a distribuidora informa ou pratica, o consumidor final acaba não sentindo. A gente entende a manutenção dos postos, mas o lucro vem acima de tudo”.

Já Ana Maria Pedroso, gestora de Recursos Humanos, notou pequenas variações entre os postos, sem impacto significativo no orçamento.

Segundo o diretor-presidente do Sinpetro-MS, Edson Lazarotto, a redução anunciada pela Petrobras não se reflete integralmente no preço final ao consumidor porque a gasolina comercializada nos postos (Gasolina C) contém etanol anidro, mais caro que a gasolina A vendida nas refinarias. Além disso, o preço final inclui frete, margens da distribuidora e revenda, além de impostos estaduais e federais.

Mesmo assim, Campo Grande segue com a gasolina mais barata entre oito capitais brasileiras, com preço médio de R$ 5,90, segundo pesquisa da ANP realizada entre 1º e 7 de fevereiro. Em comparação: Cuiabá registra R$ 6,34, Goiânia R$ 6,48, Brasília R$ 6,20, Curitiba R$ 6,92, São Paulo R$ 6,22, Belo Horizonte R$ 6,14 e Porto Alegre R$ 6,23.

A expectativa é que, mesmo com a redução, o efeito para o consumidor final dependa da dinâmica de distribuição e dos ajustes nos postos de combustíveis.

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