A empresa Prohards apresentou a melhor proposta na segunda sessão do pregão eletrônico que definirá a responsável pela gestão da Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul. A sessão, realizada nesta sexta-feira (13), foi suspensa para análise técnica da oferta.
A companhia ofereceu um repasse de 36,11% da receita bruta ao Estado. Considerando o valor estimado no edital, de R$ 51,4 milhões, isso representaria aproximadamente R$ 18,5 milhões aos cofres públicos.
Quatro empresas permaneceram na disputa após a desclassificação da Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda., que havia apresentado a maior oferta na fase anterior. A exclusão ocorreu porque a empresa não comprovou a implementação do “cofre eletrônico”, sistema exigido para garantir o repasse automático de parte dos lucros ao Estado.
Com isso, a Prohards, sediada em Rio Claro, assumiu a prioridade no certame. Mesmo após solicitação da equipe do pregão para aumentar o lance, a empresa manteve o percentual proposto e seguiu classificada para a etapa de prova de conceito. A companhia já atua na operação de loterias regionais, como no Paraná e em Cuiabá.
Processo sob fiscalização
A licitação da Lotesul já passou por duas suspensões. A mais recente foi determinada pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, após investigações apontarem suspeitas de irregularidades envolvendo empresas criadas apenas no papel para participar da concorrência.
O caso também é acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que apura possível atuação de um grupo familiar interessado em influenciar o processo licitatório.
Na época, o governador Eduardo Riedel afirmou que a licitação será conduzida com total transparência e dentro das regras legais.



