A detailed close-up view of a bookshelf in a library, showcasing various books.

Polémica na Feira do Livro de Lisboa: APEL rejeita acusações de favorecimento e falta de transparência

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) rejeitou as acusações de falta de transparência na organização da Feira do Livro de Lisboa, afirmando que os critérios de participação são públicos e negando que esteja a favorecer desproporcionalmente os grandes grupos editoriais ou o setor da restauração.

A reação surge depois de um coletivo de 40 editoras independentes denunciar a exclusão da edição deste ano do certame, após cinco anos consecutivos de participação. As editoras acusam a organização de privilegiar grandes grupos editoriais e de reduzir o espaço destinado a projetos independentes, colocando em causa a diversidade literária do evento.

Petição já reúne milhares de assinaturas

A exclusão motivou o lançamento de uma petição intitulada “A cultura não pode ser um condomínio fechado”, que nas primeiras 24 horas reuniu cerca de 2.000 assinaturas e que atualmente conta com quase 4.000 signatários. O documento exige a reversão da decisão da APEL e denuncia o que considera ser um ataque à pluralidade editorial e à liberdade de circulação de obras independentes.

A iniciativa foi promovida pela DNL Convergência, distribuidora sediada em Ansião que representa quatro dezenas de editoras. O grupo acusa a APEL de “opacidade” no processo de atribuição de pavilhões, alegando que a associação se recusa a divulgar critérios objetivos ou atas que fundamentem a exclusão de editoras que eram participantes regulares.

A posição da APEL

Em resposta às críticas, a APEL sustenta que os critérios de participação são claros e previamente definidos, garantindo que o processo é conduzido com regras conhecidas por todos os associados. A associação nega ainda que exista qualquer estratégia de favorecimento de grandes grupos económicos ou de aumento desproporcional do espaço dedicado à restauração.

A controvérsia reacende o debate sobre o equilíbrio entre sustentabilidade financeira, dimensão comercial e diversidade cultural num dos mais emblemáticos eventos literários do país. Até ao momento, não há indicação de que a decisão venha a ser revertida.

Mediante a isso os leitores, aguardam as cenas dos próximos Capitulos.

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