Debandada no 1º escalão: cinco nomes deixam o governo de MS de olho nas urnas de 2026

Com a saída de Viviane Luiza da Secretaria da Cidadania, gestão de Eduardo Riedel acelera mudanças no secretariado às vésperas do prazo de desincompatibilização.

O governo de Mato Grosso do Sul entrou de vez no modo eleitoral. Nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, foi confirmada a saída de cinco integrantes da estrutura do primeiro escalão e do núcleo político da gestão de Eduardo Riedel, em um movimento que redesenha o secretariado a poucos dias do prazo legal de desincompatibilização para quem pretende disputar as eleições deste ano. Entre os nomes está Viviane Luiza, que deixa a Secretaria de Estado da Cidadania para se lançar como pré-candidata a deputada federal.

A movimentação foi tratada internamente pelo governo e confirmada após reuniões do governador com auxiliares próximos. Segundo as publicações desta segunda, as mudanças partiram do próprio secretariado, mas já eram esperadas diante do calendário eleitoral, que exige afastamento de determinadas funções públicas até 4 de abril em alguns casos.

Viviane Luiza virou um dos símbolos dessa reorganização. Ao anunciar a saída, ela indicou nas redes sociais que inicia um novo ciclo político, em tom de gratidão e preparação para desafios maiores. Sua desincompatibilização reforça a leitura de que o governo Riedel começa a liberar nomes com densidade política para a disputa proporcional em 2026.

Além dela, deixam o governo Marcelo Miranda, da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, Fernando Souza, ligado à subsecretaria dos Povos Originários, e Jaime Verruck, da Semadesc. De acordo com as reportagens publicadas nesta segunda, Marcelo Miranda e Fernando Souza devem mirar vagas de deputado estadual, enquanto Jaime Verruck também é apontado como nome para a disputa por cadeira federal.

Outro nome confirmado no rearranjo é Frederico Felini, da Secretaria de Administração. No caso dele, a saída não está ligada a uma candidatura própria, mas à articulação eleitoral do grupo governista: a expectativa noticiada é que assuma a coordenação da campanha de Eduardo Riedel em 2026, ampliando o peso político da mudança no secretariado.

O efeito prático é imediato: a gestão estadual perde quadros estratégicos em áreas sensíveis e passa a abrir espaço para substituições que devem ser oficializadas nos próximos dias, possivelmente com publicação no Diário Oficial. Mais do que uma troca administrativa, o movimento escancara que a base governista começou a montar, por dentro da máquina, sua engrenagem para a disputa eleitoral.

No pano de fundo, a saída em bloco mostra que o governo Riedel tenta equilibrar dois desafios ao mesmo tempo: preservar a estabilidade administrativa e, paralelamente, organizar seu time político para 2026 sem perder protagonismo. O recado emitido por essas exonerações é claro: a corrida eleitoral já começou dentro do próprio Palácio. Essa avaliação é uma inferência com base no calendário de desincompatibilização e na concentração de saídas em áreas politicamente estratégicas.