Presença do governador Eduardo Riedel foi condição para aval da União em operação com o Banco Mundial articulada por Vander Loubet
A assinatura do aval da União para um empréstimo bilionário de Mato Grosso do Sul junto ao Banco Mundial foi marcada por articulações políticas intensas e uma exigência direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a presença do governador Eduardo Riedel no ato oficial.
O encontro, que reuniu integrantes da bancada federal do estado, foi costurado pelo deputado Vander Loubet, responsável por viabilizar a agenda em Brasília. Apesar da articulação centralizada, o evento garantiu espaço e fala para todos os parlamentares presentes.
Nos bastidores, a exigência de Lula foi interpretada como um gesto político em meio a recentes tensões. Dias antes, Riedel havia recebido o senador Flávio Bolsonaro em Campo Grande e feito críticas ao governo federal, além de reforçar o posicionamento de Mato Grosso do Sul como um estado de perfil mais à direita.
Ainda assim, durante a reunião, o governador adotou um tom conciliador, destacando o caráter “republicano” da decisão do presidente, ao afirmar que o governo federal não faz distinção partidária ao atender demandas dos estados.
Manobras no Senado aceleraram aprovação
A tramitação do aval também passou por movimentações estratégicas no Congresso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, alterou a ordem de votações para priorizar o empréstimo, colocando-o à frente de outras pautas.
A decisão teve como objetivo garantir quórum no plenário. Durante a sessão, Alcolumbre solicitou a presença dos senadores e articulou para que a votação do empréstimo ocorresse antes de outras deliberações, consideradas mais demoradas.
Clima político esquenta com críticas internacionais e embates locais
Enquanto isso, o cenário político também foi marcado por declarações polêmicas. Os deputados estaduais Pedro Kemp e Zeca do PT se posicionaram em defesa do Papa Leão XIV em meio a tensões com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ambos criticaram a postura norte-americana, especialmente em relação à política migratória.
Zeca, inclusive, protagonizou um momento de tensão na Assembleia Legislativa ao admitir ser “intempestivo” após ser advertido pelo presidente da Casa, Gerson Claro, por não respeitar o rito de fala durante sessão.
O episódio evidencia que, apesar de avanços institucionais como a liberação do empréstimo, o ambiente político segue marcado por



