Paquetá fica fora das oitavas após lesão muscular na coxa; entenda o problema e o tempo de recuperação

A Seleção Brasileira terá um desfalque importante nas oitavas de final da Copa do Mundo. O meio-campista Lucas Paquetá teve diagnosticada uma lesão muscular grau 2 na parte posterior da coxa e, segundo informações divulgadas pelo ge, está fora da partida decisiva marcada para o próximo domingo (5). O problema foi confirmado após exames de […]

A Seleção Brasileira terá um desfalque importante nas oitavas de final da Copa do Mundo. O meio-campista Lucas Paquetá teve diagnosticada uma lesão muscular grau 2 na parte posterior da coxa e, segundo informações divulgadas pelo ge, está fora da partida decisiva marcada para o próximo domingo (5).

O problema foi confirmado após exames de imagem realizados nesta terça-feira (30). Paquetá sentiu dores ainda durante o jogo contra o Japão, na última segunda-feira (29), quando começou a mancar nos minutos finais do primeiro tempo e levou a mão à região posterior da coxa.

De acordo com a Confederação Brasileira de Futebol, o jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo acompanhado pela equipe médica da Seleção. A expectativa é acelerar sua recuperação, mas ainda não há previsão oficial para o retorno do atleta aos gramados.

A lesão muscular acontece quando há ruptura parcial ou completa das fibras que formam o músculo. Essas fibras funcionam como pequenos cabos elásticos responsáveis por gerar força e movimento. Quando o músculo é submetido a uma carga maior do que consegue suportar, parte dessas fibras pode se romper.

No futebol, esse tipo de lesão é comum principalmente em movimentos de alta intensidade, como arrancadas, mudanças rápidas de direção, acelerações, frenagens e disputas de bola. A parte posterior da coxa, onde ficam músculos como os isquiotibiais, é uma das regiões mais exigidas nesses movimentos.

Especialistas explicam que atletas de alto rendimento estão mais sujeitos a esse tipo de problema por causa da sequência intensa de jogos, do desgaste físico acumulado, da fadiga muscular e do pouco tempo de recuperação entre as partidas. Histórico de lesões anteriores também pode aumentar o risco.

As lesões musculares costumam ser classificadas em três graus. No grau 1, ocorre um estiramento leve, com dor e sensibilidade, mas sem perda importante de força ou movimento. No grau 2, caso diagnosticado em Paquetá, há ruptura parcial das fibras musculares, provocando dor moderada, perda parcial de força e limitação funcional. Já o grau 3 representa a ruptura completa do músculo ou a separação entre músculo e tendão, causando perda quase total da função da região afetada.

Os sintomas podem variar conforme a gravidade da lesão. Entre os sinais mais comuns estão dor local, sensibilidade ao toque, inchaço, hematomas, espasmos musculares, fraqueza e dificuldade para movimentar a perna. Em atletas, a dor geralmente aparece durante uma arrancada ou movimento explosivo, obrigando a interrupção da atividade.

O tratamento inicial busca controlar a dor, a inflamação e o inchaço. Depois, o atleta passa por um processo gradual de fisioterapia, fortalecimento muscular e recondicionamento físico. Essa etapa é fundamental para que o músculo recupere não apenas a ausência de dor, mas também a capacidade de suportar cargas intensas novamente.

A preocupação maior, segundo especialistas, é com o retorno precoce. Mesmo que o jogador deixe de sentir dor em poucos dias, o músculo pode ainda não estar preparado para movimentos explosivos típicos de uma partida de futebol. Se o atleta voltar antes da recuperação completa, o risco de uma nova ruptura aumenta consideravelmente.

Em lesões grau 2 na parte posterior da coxa, o tempo de recuperação pode variar de acordo com a extensão da lesão, a localização exata da ruptura e a resposta individual do atleta ao tratamento. De maneira geral, o retorno costuma levar algumas semanas, podendo variar entre quatro e oito semanas em muitos casos.

Apesar da ausência confirmada nas oitavas de final, ainda não é possível cravar que Paquetá esteja fora de toda a Copa. A continuidade do jogador na competição dependerá da evolução clínica, da resposta ao tratamento e da avaliação diária da equipe médica da Seleção Brasileira.

A baixa preocupa a comissão técnica, já que Paquetá vinha sendo peça importante no meio-campo brasileiro. Agora, a Seleção precisará reorganizar o setor para o jogo eliminatório, enquanto o atleta inicia uma corrida contra o tempo para tentar voltar ainda durante o Mundial.