O crescimento é resultado da ampliação da capacidade instalada, da reestruturação do HRMS e do fortalecimento da rede regional de saúde.
A produção hospitalar da rede própria do Governo de Mato Grosso do Sul avançou 49,21% entre 2023 e 2025, saltando de 39.486 para 58.916 internações. No mesmo período, o valor aprovado para procedimentos hospitalares teve alta de 163,66%, refletindo a ampliação da capacidade instalada e a reestruturação do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
Os números constam no RDQA (Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior), referente ao 3º quadrimestre de 2025, e no RAG (Relatório Anual de Gestão) 2025 da SES (Secretaria de Estado de Saúde).
Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, os resultados evidenciam o impacto dos investimentos estruturantes realizados nos últimos dois anos. “O avanço da produção hospitalar é fruto de uma estratégia consistente de fortalecimento da rede própria. Ampliamos leitos, modernizamos unidades e investimos em equipamentos e equipes, o que amplia o acesso, aumenta a resolutividade e consolida a regionalização da saúde no Estado”, destaca.
Produção assistencial em alta
Entre julho e novembro de 2025, a rede estadual registrou crescimento expressivo na assistência:
• Produção ambulatorial: 9.020.064 procedimentos aprovados, totalizando R$ 32,9 milhões — aumento de 75,99% na média mensal em comparação a 2023.
• Produção hospitalar (3º quadrimestre): 24.814 internações aprovadas, somando R$ 25,9 milhões — crescimento de 85,93% em relação ao mesmo período de 2023.
Em dezembro de 2025, a rede própria contava com 84 estabelecimentos, sendo 61 sob administração pública, consolidando a estrutura estadual de atendimento.
Ampliação de leitos e fortalecimento regional
O crescimento da produção está diretamente ligado à expansão da estrutura física e dos leitos críticos. Além da reestruturação do HRMS, houve reforço estratégico nos polos regionais, com ampliação da capacidade instalada em Dourados (Hospital Regional de Dourados), Três Lagoas (Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé) e Ponta Porã, que recebeu melhorias estruturais e novos equipamentos.
No HRMS, seguem em andamento reformas na UTI e na enfermaria pediátrica, com investimento de R$ 4,4 milhões, além de melhorias no CME (Central de Material e Esterilização) e na área externa. Em dezembro de 2025, foi realizado o leilão da PPP para concessão dos serviços de “bata cinza” por 30 anos, com previsão de ampliação de 60% na capacidade de leitos da unidade.
A superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, ressalta que a expansão regional fortalece a organização da linha de cuidado. “A ampliação de leitos críticos e a organização da rede de referência garantem atendimento de alta complexidade mais próximo da população, reduzindo deslocamentos e qualificando a assistência nas macrorregiões”, afirma.
Execução orçamentária e sustentabilidade
No 3º quadrimestre de 2025, a SES pagou R$ 985,2 milhões, sendo 79,24% provenientes de recursos estaduais. No acumulado do ano, o total pago alcançou R$ 2,47 bilhões.
As despesas concentraram-se principalmente em outras despesas correntes (34%), transferências aos municípios (26,5%) e pessoal e encargos (21,1%), assegurando suporte financeiro à expansão da assistência e à manutenção dos serviços.
Indicadores e qualificação contínua
O Hospital Regional atingiu 75% de satisfação dos usuários, superando a meta prevista para 2025. Já a cobertura da Atenção Primária à Saúde (APS) alcançou 97,8% em Mato Grosso do Sul.
Entre as prioridades da gestão está o fortalecimento da linha de cuidado materno-infantil, com foco na qualificação do pré-natal, ampliação do acesso à assistência especializada e integração entre os diferentes níveis de atenção.
“Quando ampliamos a estrutura hospitalar e articulamos com a atenção primária, garantimos um cuidado mais seguro, contínuo e resolutivo. O trabalho é permanente para que os indicadores evoluam de forma consistente”, conclui Angélica Congro.



