Apesar do aumento de buscas na internet sobre “cachorro tem autismo” ou “gato autista”, não há comprovação científica de que o espectro autista exista em pets.
Segundo o veterinário Rafael Prudêncio, comportamentos como isolamento, repetição de movimentos ou desorientação geralmente não indicam autismo, mas podem estar ligados a ansiedade, dor, distúrbios neurológicos ou envelhecimento.
Animais idosos, por exemplo, podem apresentar confusão de dia e noite, vocalização excessiva ou dificuldade de reconhecimento do ambiente. Intervenções como mudança de rotina, enriquecimento ambiental, acompanhamento comportamental e, quando necessário, medicação, costumam melhorar a qualidade de vida.
A recomendação é não rotular o comportamento e buscar avaliação veterinária ao perceber qualquer alteração, principalmente em gatos, que escondem sintomas até estarem debilitados.



