O Ministério da Agricultura propôs um sistema brasileiro de cotas para regular a exportação de carne bovina para a China, após o país asiático limitar as importações brasileiras a 1,1 milhão de toneladas em 2026. A medida busca organizar o fluxo comercial, evitando uma corrida desenfreada dos frigoríficos e garantindo distribuição equitativa entre os estabelecimentos habilitados.
O plano inclui escalonamento do volume autorizado, que pode ser trimestral, quadrimestral ou mensal, além de uma reserva técnica para novos frigoríficos que venham a ser habilitados para o mercado chinês. O objetivo é assegurar que todos os produtores com acesso ao mercado continuem operando de forma equilibrada.
A China é o principal comprador da carne bovina brasileira, representando cerca de 50% das exportações do setor. Mesmo com a limitação, mais de 70% da produção nacional permanece no mercado interno. Segundo o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, o governo brasileiro também tem buscado novos mercados internacionais, com 27 aberturas nos últimos três anos, incluindo Japão e Coreia do Sul.
Rua destacou que a indústria brasileira está preparada para atender aos padrões internacionais mais exigentes, garantindo competitividade e continuidade nas exportações mesmo diante da salvaguarda chinesa.



