Carnaval com prevenção: Campo Grande distribui 170 mil preservativos gratuitos e amplia ações contra ISTs

A folia fica ainda melhor quando a saúde está protegida. Durante o Carnaval, além dos bloquinhos e festas espalhadas por Campo Grande, a população também conta com diversas ações gratuitas de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), incluindo novidades neste ano.

Dois novos tipos de preservativos começaram a ser distribuídos pelo SUS (Sistema Único de Saúde): os modelos “sensi”, que oferecem maior sensibilidade durante a relação, e “tex”, com textura no látex para proporcionar sensações diferentes.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) recebeu o primeiro lote no fim do ano passado e pretende distribuir cerca de 170 mil unidades na Capital até o dia 28 de fevereiro.

Os preservativos podem ser retirados gratuitamente em qualquer unidade de saúde, em comércios de regiões com grande circulação de foliões e também nas caixinhas levadas por equipes volantes da Secretaria, que percorrem blocos de rua e desfiles das escolas de samba. Além deles, preservativos femininos e gel lubrificante também estão disponíveis.

Sífilis preocupa especialistas

De acordo com o infectologista Roberto Braz, do serviço de IST da Sesau, a sífilis segue como a doença sexualmente transmissível que mais preocupa.

“Ela está sempre com números altos e temos dificuldade no diagnóstico”, explica.

Apesar de existir teste rápido, alguns casos exigem exames mais específicos. Segundo o médico, a sífilis é conhecida como “doença simuladora”, pois pode apresentar sintomas parecidos com os de outras enfermidades, o que dificulta a identificação precoce.

HIV: prevenção vai além da camisinha

O HIV também segue no radar da saúde pública, embora os índices de casos e mortes por Aids tenham apresentado queda nos últimos anos.

Além do uso do preservativo, outras estratégias ajudam na proteção:

  • PrEP (profilaxia pré-exposição): indicada para pessoas com maior risco de contágio, como quem tem múltiplos parceiros ou se relaciona com pessoas soropositivas.
  • PEP (profilaxia pós-exposição): usada após uma possível exposição ao vírus. O tratamento deve começar em até 72 horas e durar 28 dias.

Caso unidades básicas ou o CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) estejam fechados, PrEP, PEP e preservativos podem ser encontrados nas UPAs, que funcionam 24 horas.

Cuidados com a imunidade

Durante o Carnaval, as aglomerações também favorecem a circulação de vírus respiratórios. Para evitar doenças, o infectologista recomenda cuidados simples, mas essenciais.

“É importante se hidratar bem, manter uma boa alimentação e dormir adequadamente para não baixar a imunidade”, orienta.

O recado é claro: dá para aproveitar a festa com responsabilidade.
“As pessoas podem se divertir, desde que a diversão tenha segurança e prevenção. Dá para curtir tranquilo, sem problemas”, finaliza o médico.

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