Após três meses de expectativa, os fãs de Formula 1 finalmente se preparam para o início da temporada 2026. A primeira race week do ano acontece entre 6 e 8 de março, com o tradicional Grande Prêmio da Austrália, marcando o pontapé inicial de um campeonato que promete mudanças profundas dentro e fora das pistas.
Com 24 corridas previstas, a principal categoria do automobilismo mundial inicia uma nova era com alterações técnicas significativas nos carros, mudanças no calendário, novas equipes no grid e novidades na transmissão das provas.
Onde assistir à Fórmula 1 em 2026
A temporada de 2026 marca o retorno da Fórmula 1 à TV aberta no Brasil. A TV Globo volta a transmitir a categoria, com a jornalista Mariana Becker atuando como comentarista nas transmissões.
Das 24 etapas da temporada, 15 serão exibidas ao vivo na emissora.
Já o SporTV seguirá como a principal casa da categoria na TV por assinatura, exibindo todas as corridas ao vivo. As provas também poderão ser acompanhadas via streaming pelo Globoplay.
Novos carros e mudanças técnicas em 2026
A temporada também inaugura um novo regulamento técnico, trazendo carros menores, mais leves e com menos downforce — a força aerodinâmica que pressiona o carro contra o asfalto.
Segundo a Federação Internacional de Automobilismo, a redução dessa pressão aerodinâmica deve diminuir a velocidade nas curvas, mas aumentar o desempenho nas retas, favorecendo disputas mais intensas.
Outra mudança importante é o fim do sistema DRS, substituído por um novo conceito de aerodinâmica ativa. Agora, os pilotos poderão ajustar tanto a asa traseira quanto a asa dianteira durante a corrida, permitindo diferentes configurações para melhorar velocidade ou estabilidade.
O regulamento também introduz novos recursos estratégicos, como:
Overtake Mode (modo de ultrapassagem)
Boost Mode (modo de impulso)
novos sistemas de recuperação de energia da bateria
Essas novidades devem tornar as corridas ainda mais estratégicas e exigir maior habilidade dos pilotos.

Motores híbridos mais sustentáveis
Os motores continuam sendo V6 turbo híbridos de 1,6 litro, mas passam a ter uma divisão ainda maior entre potência elétrica e combustão.
Agora, os sistemas serão 50% elétricos e 50% a combustão, utilizando combustíveis totalmente sustentáveis — parte da meta da Formula 1 de se tornar carbono neutra até 2030.
Outra alteração relevante é a retirada do MGU-H, sistema que recuperava energia térmica do motor. Com isso, permanece apenas o MGU-K, responsável por reaproveitar energia das frenagens para recarregar a bateria.

Novas equipes e presença brasileira no grid
Depois de uma década, a Fórmula 1 volta a ter 11 equipes no grid.
A principal novidade é a entrada da Cadillac, tradicional marca americana que estreia na categoria com a dupla formada por Valtteri Bottas e Sergio Pérez.
Outra estreia importante é a da Audi, que assume as operações da Sauber e passa a competir com motor próprio.
A equipe manteve sua dupla de pilotos composta por Nico Hülkenberg e o brasileiro Gabriel Bortoleto.
O jovem paulista, de 21 anos, recolocou o Brasil na Fórmula 1 em 2025 após oito anos sem representantes no grid, encerrando sua temporada de estreia na 19ª posição do campeonato.
Na última temporada, o título mundial ficou com o britânico Lando Norris, que levou a McLaren ao topo do campeonato após 17 anos sem conquistas.
Calendário tem nova pista e mudanças importantes
Entre as alterações no calendário, a principal novidade é a estreia do Circuito de Madrid, que passa a sediar o GP da Espanha entre 11 e 13 de setembro.
Mesmo com a novidade, o tradicional GP de Barcelona-Catalunha permanece no calendário e está programado para 12 a 14 de junho.
Outra mudança é a saída do GP da Emilia-Romagna, disputado em Ímola, após o encerramento do contrato da pista com a categoria.
Já o GP do Azerbaijão terá uma alteração de data e será realizado no sábado, 26 de setembro, devido a um feriado nacional no país.
Temporada começa na Austrália e pode sofrer ajustes
Assim como em 2025, o campeonato começa na Austrália e segue pela tradicional perna asiática, com corridas na China e no Japão em março, seguidas por etapas no Bahrein e na Arábia Saudita em abril.
No entanto, a instabilidade geopolítica no Oriente Médio pode impactar o calendário. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã pode interferir nas corridas da região e também nas rotas logísticas utilizadas pela categoria.
Até o momento, a Formula 1 não anunciou alterações no calendário oficial, mas a situação segue sendo monitorada.
Calendário completo da Fórmula 1 2026:
GP da Austrália
5 a 8 de março – Melbourne, Austrália
GP da China
13 a 15 de março – Xangai, China
GP do Japão
27 a 29 de março – Suzuka, Japão
GP do Bahrein
10 a 12 de abril – Sakhir, Bahrein
GP da Arábia Saudita
17 a 19 de abril – Jedá, Arábia Saudita
GP de Miami
1º a 3 de maio – Miami, Estados Unidos
GP do Canadá
22 a 24 de maio – Montreal, Canadá
GP de Mônaco
5 a 7 de junho – Mônaco, Mônaco
GP de Barcelona-Catalunha
12 a 14 de junho – Barcelona, Espanha
GP da Áustria
26 a 28 de junho – Spielberg, Áustria
GP da Inglaterra
3 a 5 de julho – Silverstone, Grã-Bretanha
GP da Bélgica
17 a 19 de julho – Spa-Francorchamps, Bélgica
GP da Hungria
24 a 26 de julho – Budapeste, Hungria
GP da Holanda
21 a 23 de agosto – Zandvoort, Holanda
GP da Itália
4 a 6 de setembro – Monza, Itália
GP da Espanha
16ª etapa: 11 a 13 de setembro – Madri, Espanha
GP do Azerbaijão
25 a 27 de setembro – Baku, Azerbaijão
GP de Singapura
9 a 11 de outubro – Singapura, Singapura
GP dos Estados Unidos
23 a 25 de outubro – Austin, Estados Unidos
GP do México
30 de outubro a 1º de novembro – Cidade do México, México
GP de São Paulo
6 a 8 de novembro – São Paulo, Brasil
GP de Las Vegas
19 a 21 de novembro – Las Vegas, Estados Unidos
GP do Catar
27 a 29 de novembro – Lusail, Catar
GP de Abu Dhabi
4 a 6 de dezembro – Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.




