Lindbergh sobe o tom contra Flávio Bolsonaro e chama proposta econômica de “ataque brutal aos trabalhadores”

Deputado do PT reagiu a declarações sobre salário mínimo e direcionou críticas ao senador e ao economista Mansueto Almeida, apontado como possível nome da Fazenda em um eventual governo

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) intensificou nesta quarta-feira (1º) o embate político em torno da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e classificou como “mistura de neocolonialismo com ataque brutal aos trabalhadores” a agenda econômica que atribui ao grupo do senador. A manifestação foi feita em postagem no X e em vídeo divulgado na mesma plataforma.

Na publicação, Lindbergh mirou diretamente Flávio Bolsonaro e o economista Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro Nacional, citado em reportagens recentes como um dos nomes cogitados para comandar o Ministério da Fazenda em um eventual governo do senador.

Segundo o parlamentar petista, a proposta em discussão representaria uma ameaça direta aos direitos sociais e à renda dos trabalhadores. No vídeo, Lindbergh afirmou que o programa seria “radicalmente anti-povo” e criticou a possibilidade de congelamento do salário mínimo e de novas mudanças na legislação trabalhista.

As críticas de Lindbergh aparecem no rastro da repercussão de declarações atribuídas a Mansueto Almeida contra a política de aumento real do salário mínimo. O tema já havia provocado reação de aliados do governo Lula nos últimos dias e ampliado a disputa política entre governistas e a pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

O episódio reforça o tom de confronto entre PT e bolsonarismo no campo econômico, num momento em que a oposição tenta consolidar discursos para 2026 e o governo busca associar seus adversários a medidas de arrocho fiscal e redução de direitos trabalhistas.