Mato Grosso do Sul vai receber R$ 2,3 milhões do Ministério da Saúde para intensificar a vacinação de crianças e adolescentes com menos de 15 anos, com foco principal nas ações dentro das escolas.
O repasse faz parte de um investimento nacional de R$ 150 milhões anunciado pelo governo federal para fortalecer campanhas de imunização em instituições de ensino, por meio do Programa Saúde na Escola.
Do total destinado ao Estado, R$ 363.284,96 ficarão sob responsabilidade direta do Governo de MS. O restante será dividido entre os 79 municípios. Campo Grande receberá a maior parcela, com R$ 347.389,73 — o equivalente a 14,9% do valor total. Na sequência, aparecem Corumbá, Dourados, Três Lagoas, Aquidauana e Ponta Porã entre os municípios com maiores repasses.
O recurso será transferido em parcela única aos fundos estadual e municipais de saúde ao longo de 2026. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal, reduzir o número de crianças e adolescentes com doses em atraso e fortalecer a resposta a possíveis emergências sanitárias.
Segundo o Ministério da Saúde, o investimento poderá ser aplicado em quatro frentes principais:
- vacinação nas escolas, com integração entre equipes de saúde e educação;
- atualização das cadernetas de vacinação;
- campanhas contra a gripe (influenza);
- reforço da imunização em situações de alerta epidemiológico.
As ações serão direcionadas principalmente a estudantes da educação infantil e do ensino fundamental da rede pública e de instituições que recebem recursos públicos, podendo também alcançar escolas privadas. Todas as atividades devem seguir o Calendário Nacional de Vacinação e as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações. Estados e municípios precisarão prestar contas sobre a aplicação dos recursos.
A campanha nacional está prevista para ocorrer entre abril e maio, com oferta de vacinas como Febre Amarela, Tríplice Viral, Tríplice Bacteriana (DTP), Meningocócica ACWY e HPV.
Já entre outubro e novembro, uma nova mobilização será realizada para atualização das cadernetas de vacinação. A meta é reduzir a quantidade de jovens não vacinados e evitar o retorno de doenças já controladas no país.



