MS confirma três casos da “super gripe” H3N2 subclado K; vacinação continua sendo prioridade

Mato Grosso do Sul registrou três casos confirmados do subclado K do vírus influenza A (H3N2), conhecido popularmente como “gripe K” ou “super gripe”. Desde agosto de 2025, a circulação dessa supervariante vem crescendo em diversos países, aumentando a atenção de autoridades de saúde para casos graves que exigem internação.

Entre os casos confirmados no Estado estão um bebê de cinco meses e dois idosos, de 77 e 73 anos. Segundo o infectologista Julio Croda, os riscos são semelhantes aos da influenza comum: crianças, idosos e pessoas com comorbidades podem desenvolver quadros graves e necessitar de hospitalização.

Apesar de fora da temporada tradicional da gripe, a circulação do vírus já ocorre em algumas regiões do país, principalmente na Região Norte, e tende a se expandir entre a população no próximo inverno, seguindo o padrão do hemisfério norte.

“É importante estar preparado, tanto com maior cobertura vacinal — as campanhas devem começar entre março e abril — quanto na estrutura de atendimento em unidades de saúde, hospitais e leitos de terapia intensiva”, afirmou Croda.

O que se sabe sobre a variante

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que a influenza sazonal evolui continuamente. O subclado K (A H3N2 J.2.4.1) apresenta mutações que podem reduzir a imunidade da população, facilitando a disseminação rápida.

Os principais sintomas incluem febre, vômitos, dores musculares, cansaço, congestão, dor de cabeça, tosse, calafrios, coriza, mal-estar e náusea. Apesar da circulação precoce em algumas regiões, a atividade da gripe está dentro do esperado, e as vacinas continuam protegendo contra casos graves e hospitalizações.

População mantém a calma

Em Campo Grande, a chegada da nova variante ainda não causou preocupação significativa. Muitos moradores, já vacinados e atentos à higiene, afirmam que não há motivos para alarme.

O técnico em iluminação Gustavo Evangelista, 21 anos, afirmou que conhece a super gripe, mas não se preocupa. Já Alex Espindola, 20, e Vera Lúcia Vital, 65, reforçam que higiene, cuidados básicos e vacinação em dia são suficientes para prevenir complicações.

Como se proteger

A Cievs/CG (Coordenadoria de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) recomenda:

  • Evitar aglomerações;
  • Manter ambientes ventilados e limpos;
  • Adotar etiqueta respiratória (cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar);
  • Usar máscara se apresentar sintomas;
  • Lavar as mãos com frequência e usar álcool em gel;
  • Evitar contato com grupos de risco se estiver infectado;
  • Procurar unidades básicas de saúde em casos leves;
  • Procurar unidades de urgência em casos moderados ou graves (falta de ar, febre alta, dificuldade respiratória).

Hospitais devem manter protocolos de prevenção, isolamento de casos confirmados, monitoramento de síndromes respiratórias graves (SRAG) e limitar visitas.

Vacinação é essencial

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação anual contra a influenza é a medida mais eficaz para prevenir complicações graves, hospitalizações e óbitos. A vacina, disponível para toda população a partir de seis meses de idade, protege contra os principais tipos do vírus, incluindo o H3N2, e deve ser aplicada mesmo com a circulação do subclado K.

Em Campo Grande, a vacinação está disponível nas 74 unidades de saúde da cidade.

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