Trump diz ter “destruído” capacidade militar do Irã e pressiona países a reabrirem Estreito de Ormuz

Trump diz ter “destruído” capacidade militar do Irã e pressiona países a reabrirem Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que as forças americanas já “destruíram” grande parte da capacidade militar do Irã e continuam conduzindo ataques “com força máxima” contra alvos no país. A declaração foi feita durante um evento no John F. Kennedy Center for the Performing Arts, em Washington, D.C..

Segundo Trump, a campanha militar dos EUA já atingiu mais de 7 mil alvos em território iraniano, reduzindo significativamente o arsenal de mísseis de Teerã. “Eles não têm muito mais tiros para dar”, afirmou o presidente, acrescentando que o objetivo das operações é enfraquecer a capacidade de resposta militar iraniana.

Pressão para reabrir rota do petróleo

Trump também voltou a pressionar aliados internacionais para ajudar a reabrir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo. O canal, localizado entre o Irã e o Omã, é responsável pelo escoamento de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito transportados globalmente.

De acordo com o presidente americano, países que dependem mais do petróleo que passa pela região deveriam assumir um papel maior na segurança do estreito.

“Encorajamos fortemente outras nações cujas economias dependem muito mais dessa passagem do que a nossa”, disse Trump.

Ele citou diretamente países como China, Japão, Coreia do Sul e várias nações da União Europeia, afirmando que muitas delas obtêm grande parte do petróleo que consomem através da passagem estratégica.

Reação iraniana e tensão no Golfo

A tensão na região aumentou após o Irã responder a ataques dos Estados Unidos e de Israel com drones, mísseis e minas navais, o que praticamente interrompeu o tráfego de petroleiros pelo estreito.

Apesar disso, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que o bloqueio não é total. Segundo ele, o trânsito marítimo pode ser permitido para países que não apoiem as ações militares contra Teerã.

O governo iraniano também negou ter solicitado um cessar-fogo aos Estados Unidos, contrariando declarações feitas anteriormente por Trump.

Escalada de ataques na região

Nos últimos dias, novos ataques foram registrados no Golfo Pérsico. Autoridades de Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein relataram ataques com drones ou mísseis atribuídos ao Irã.

No domingo (15), forças americanas bombardearam a ilha de Ilha de Kharg, onde fica o principal terminal petrolífero iraniano — considerado estratégico para a economia do país.

Impacto humanitário

O conflito já provoca forte impacto humanitário na região. Segundo a Cruz Vermelha, mais de 1.300 pessoas morreram no Irã em decorrência dos bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel.

Em Israel, ataques iranianos com mísseis deixaram 12 mortos e dezenas de feridos, enquanto 13 militares americanos morreram em incidentes ligados ao conflito.

No Líbano, confrontos envolvendo o grupo Hezbollah e forças israelenses já causaram mais de 820 mortes e provocaram o deslocamento de cerca de 800 mil pessoas em apenas dez dias.

Novos ataques contra Israel

Na madrugada desta segunda-feira, Israel informou que o Irã lançou novos mísseis contra seu território, atingindo regiões próximas a Tel Aviv. Autoridades israelenses afirmam que algumas das armas utilizadas seriam bombas de fragmentação, capazes de dispersar submunições e dificultar a interceptação pelos sistemas de defesa aérea.

A escalada militar aumenta o temor de que o conflito se transforme em uma crise regional ainda maior, com impactos diretos no mercado global de energia e na estabilidade do Oriente Médio.